Core Web Vitals: o que LCP, INP e CLS significam pro seu site
Três siglas que o Google usa pra decidir se seu site oferece uma experiência boa de verdade — não a que aparece no seu computador rápido, a que o visitante sente no celular dele.
Você já deve ter visto essas três letras — LCP, INP, CLS — soltas num relatório de SEO ou aviso do Search Console, sem explicação nenhuma junto. São o Core Web Vitals: três métricas que o Google criou pra medir, com número exato, a experiência real de quem visita seu site — não a que você vê testando no seu próprio computador, com internet boa e cache quente, mas a que 75% dos visitantes de verdade sentem, medida direto no navegador deles.
Isso não é opinião de ferramenta. É dado de campo, coletado pelo Chrome de milhões de usuários reais (o Google chama isso de CrUX) — e, desde 2021, é sinal oficial de ranqueamento. Segundo o Web Almanac 2025, só 48% dos sites mobile passam nas três métricas ao mesmo tempo.
O que cada sigla mede, na prática
LCP (Largest Contentful Paint) — tempo até o maior elemento visível da tela terminar de carregar (geralmente uma imagem ou o título principal). Bom: até 2,5 segundos. É a métrica mais parecida com "a página carregou", e a mesma que o artigo sobre os 2 segundos já tratava — só que agora com o número oficial por trás.
INP (Interaction to Next Paint) — tempo entre o clique/toque do visitante e a tela responder de verdade. Bom: até 200 milissegundos. Substituiu uma métrica antiga (FID) em 2024 porque mede a experiência inteira, não só o primeiro clique.
CLS (Cumulative Layout Shift) — o quanto os elementos da página "pulam" de lugar enquanto carrega (o clássico botão que muda de posição bem na hora que você ia clicar). Bom: abaixo de 0,1.
Qual delas costuma reprovar primeiro
Segundo o mesmo levantamento (Web Almanac 2025), a taxa de aprovação por métrica no mobile é bem desigual: 62% passam em LCP, 77% em INP, 81% em CLS. Ou seja, tempo de carregamento ainda é o gargalo mais comum — o que bate com o que qualquer negócio local sente na prática: foto grande demais, sem compressão, é o vilão mais frequente.
No próprio site da Online Já, converter as imagens de demonstração pro formato certo (WebP) reduziu o peso delas em mais de dois terços — sem perder qualidade visível. Isso puxa o LCP pra baixo antes de qualquer outra otimização.
A boa notícia pra negócio pequeno: você não precisa dominar as três siglas de cor. Precisa saber que elas existem, que o Google mede de verdade, e que o PageSpeed Insights (gratuito) mostra as três de uma vez, com nota separada por métrica.
Cole a URL do seu site no PageSpeed Insights e olhe os três números — não só a nota geral. Se o LCP vier vermelho, o culpado quase sempre é imagem sem compressão. Isso sozinho já resolve a métrica mais comum de reprovar.
📖 Dica de leitura: se quer entender por que esse tempo de carregamento pesa tanto na cabeça de quem visita, 2 segundos: o tempo que separa seu site de perder um cliente mostra o lado humano do mesmo dado.
Site rápido não é luxo, é o mínimo
Se você não sabe onde seu site está nessas três métricas, testa no PageSpeed Insights — e se vier vermelho, posso te ajudar a entender o que priorizar primeiro.